Muitos sempre me perguntaram da origem do nosso Sobrenome Angonese,ou Brasão de Família,ou Origem de Local da Família.
Quanto a Brasão de família,ou Heráldica, sempre disse que isso é coisa de Família Nobre,todos os documentos que achei dos Angonese na Itália,mesmo os mais antigos datados do fim dos século XVIII,e começo do século XIX,todos..eu disse todos..sem exceção,quando citam a profissão de um Angonese,Citam: Villico,ou Villici,o que traduzindo quer dizer agricultor,então esqueçam a história de Brasão de Família,e, talvez título de nobreza, houve até quem sugeriu criar um Brasão para família,mas em respeito aos nossos antepassados que deram o seu suor para um mundo melhor e nunca criaram um Brasão,justamente por não ter lógica para um simples agricultor,não seria eu,ou um contemporâneo meu, que teria este direito. Nossa origem está em família humilde de agricultores e pronto! aceitem ou não!
Quanto a origem, todos Angonese do Brasil tem uma origem única, a imigração italiana para o Sul do Brasil,que Começou com Marco Angonese em 1888,provindo da Comune(Vilarejo)de Breganze,pertencente a cidade de Bassano Del Grappa, província de Vicenza ,da região do vêneto,e terminou em 1892 com Luiggi Angonese da Comune de Mason Vicentino,vizinho a Breganze,e seus irmãos que vieram um ano antes com sua mãe Anna Bágio,tendo neste meio tempo também uma família de Angonese provindos da comune di Crossara(hoje Maróstica)também vizinha de Mason e Breganze em 1891, todas estas Comunes pertencente a cidade de Bassano Del Grappa, e para se ter uma idéia,uma Comune da outra ficava distante em torno de 8KM , ou seja,muitíssimo próxima umas das outras.
Todos eles antes de imigrarem também vinham de uma única origem,uma área rural que até hoje é chamada de Angonese,na comune(cidade) di Salcedo,sempre soubemos disso devido a um site que apontava a origem do Sobrenome na cidade de Salcedo,era do Governo da Itália mas está fora do ar.também no site Gens na Itália confirma origem no vêneto clicando aqui. ainda hoje existem 45 famílias Angonese na região do vêneto e a distribuição delas nas cidades(Comunes)pode ser vista clicando aqui.E logo abaixo está um livro do Historiador Dionigi Rizzolo sobre as origens das familias de Salcedo com uma página dedicada a família Angonese(que até hoje tem uma área rural com este nome lá,pertencente aos descendentes dos primeiros Angonese que se estabeleceram naquela área) Estamos em busca de documentos na Itália que comprovam o parentesco entre elas, destas 3 famílias de Angonese de comunes diferentes da região do vêneto que chegaram por aqui entre 1888 e 1892,na imigração Italiana para o sul do Brasil,de Mason Vicentino(hoje chamada de Colceresa) já encontramos os documentos comprobatórios que nos ligam a Salcedo.E como se trata de documentos do séc XVIII,ou seja,elos patriarcais de ligação entre elas dos anos de 1700 DC a 1800 DC, há somente microfilmes de paróquias locais,que estamos a analisar uma por uma,ou seja..há muito trabalho pela frente.[Iniciei este trabalho em 2010,de lá até aqui sempre mantive as atualizações nescessárias,e sempre continuei buscando documentos e pesquisando,e no dia de hoje(30/01/25) gostaria de informar a todos que já estou bem adiantado e como uma ampla documentação dos primeiros Angonese de Salcedo,o mais antigo é uma ata di matrimônio datada de 1741,e já estou muito próximo de fechar todos os elos dos Angonese provindos de Mason Vicentino,Breganze e Crossara(Maróstica)neste único casal! Por enquanto mantenho o nome deles e suas documentações em Sigilo].
Temos colaborações quanto a origem do Sobrenome,e os agradecimentos a 3 pessoas:
Abaixo segue as colaborações de Gilberto Angonese,Italiano de nascença que mora em Treviso, Itália e Anna Angonese que mora nos EUA mas é nascida em Salcedo Itália",repassadas a Edmar Fioravante Angonese:,nosso grande e assíduo colaborador.
A origem dos sobrenomes italianos remete à Idade Média (mais ou menos entre os anos 500 e 1500 depois de Cristo). Grande parte vêm de uma mesma raiz, que é a expressão latina “filius quondam” (“filho daquele que já se foi”) ou apenas “filius”, quando o pai ainda era vivo. Por exemplo, Paulus filius Petri significava Paulo, filho de Pedro, estes são os sobrenomes "Patronimicos", também existe derivações de origem "Toponímica" que relacionar a um lugar ou forma geográfica, exemplo: Fontana, Sendo um sobrenome que deriva da palavra latina fons, significa “fonte".
Até então, era suficiente usar apenas um nome de batismo. Contudo, quando as comunidades começaram a crescer e a ampliar o contato com o mundo externo, por volta do ano mil, tornou-se uma necessidade determinar a ascendência e definir melhor os grupos familiares. Veneza , um dos mais importantes centros comerciais e ponto de partida das famosas Cruzadas foi a primeira cidade a registrar seus cidadãos desta forma. A nobreza inaugurou esta prática e, nos séculos seguintes a população seguiu a orientação.
O sobrenome Angonese tem duas versões;
A primeira versão pode ter se originado antes do ano 1000 Ac. tem sua origem de um povo que foi chamado de "Lombardos" "Os de barba longa" povo germânico que tem origem na Europa setentrional ( Dinamarca, Noruega, Finlândia, Islândia, Suécia, Estônia, Letônia e Lituânia). Os Lombardos invadiram a Itália bizantina por volta de 568 e estabeleceram o reino lombardo até o ano 774 suas influências perduram até hoje na Itália a região mais importante do país italiano é a província da Lombardia, mas seu idioma germânico foi extinto e hoje existe poucas evidência.
A palavra ANGONE no antigo idioma Lombardo tem o significado de Giavellotto ou lancia em italiano e ANGONESE significava "Soldato com il Giavellotto"(Lança)
O idioma Lombardo já extinto a mais de mil anos dificulta evidenciamos que a origem do sobrenome Angonese se originou desta versão
A Segunda Versão e a mais provável por ser possível relacionar a documentos antigos tem origem toponímica no século XV. Toponímia (do gregos τόπος, "lugar", e ὄνομα, "nome", significando, portanto, "nome de lugar")
As fontes mais precisas desta versão são encontrados no livro SALCEDO de DIONIGI RIZZOLO ,
O nosso antepassados mais antigo em que é possível comprovar é citado em documentos de propriedade de terras da época se chamou Gottardo de Lagonese, ele como seus irmãos tem origem em uma vila chamada "Gallio" ao norte da região de Vêneto, cidade que até hoje preserva o idioma "Cimbro" germânico do sul da Baviera que foi difundido nas regiões do Vêneto e Trentino, o que também pôde ligar nossos antepassados a origens germânicas.
Lagonese é a forma latinizada, devido a nota do século XV do topônimo, Lagonese, uma palavra que consiste em LAGO e o sufixo ESE. O sufixo fixo também está presente no topônimo da Costavernese, uma cidade localizada no município vizinho de Molvena. Os povos antigos de Salcedo, que criaram o nome, instintivamente inseriram a consoante -n- entre as vogais -o- do lago e -e- de ese para evitar o hiato (Beccaria, Dicionário Linguístico) . O sufixo -ese- expressa aqui uma relação de pertencer a um lugar (G. Rohlfs, Gramática Histórica).
Então L' Angonese significa: "Os do Vale do Lago"
Nosso sobrenome teve origem da palavra LAGO que existia ou foi construído de onde Gottardo e seus irmãos tinham terras e formaram uma vila,este vale chama-se hoje vale de mulini(ou vale do moinho)em Gallio ao norte de Vicenza,e depois foram morar no entorno de onde é Salcedo hoje,que tem uma das vilas mais antigas ainda hoje chamada de ANGONESE.
Lagonese eram chamados as pessoas que se estabeleceram nesse vale que eram da família do Gottardo,que após venderem as terras do vale do moinho foram se estabelecer na vila chamada ANGONESE,na zona rural de Salcedo.
Citação do livro "SALCEDO de DIONIGI RIZZOLO"
Non è stato possibile sapere per quanto tempo abbia funzionato il mulino Esso viene citato numerose volte nel Settecento e per l'ultima volta, per quan to è dato sapere, nel 1830 nella mappa del Catasto Austriaco, dove è segnata la
"Valle del Mulino"
A transição de Lagonese para Langonese se deve à inserção de N promovida pelo outro n nasal da palavra, um fenômeno fonético bastante frequente. Nas áreas de Vicenza e Veronese, há, por exemplo, Aquana que se torna Anguana, agonia que se torna angonia, agonia que se torna angonara (Prati, etimologias venezianas).
Enquanto no século XVII as duas formas Langonese e L'Angonese alternam documentos, no século XVIII apenas a forma Angonese é usada, acredita se que o L foi removido com o passar do tempo como pode se confirmar nas citações do livro.
"Versão em Italiano com tradução de cada paragrafo"
ANGONESE. Il toponimo indica una delle più antiche contrade di Salcedo situata poco dopo l'inizio della strada che porta a Lazzaretti e Campodirondo. Dal Quattrocento al Seicento il nome fu Langonese. Divenne poi Angonese perché la consonante L- iniziale fu creduta un articolo incorporato nel nome quindi tolta. La gente penso cioè erroneamente che si trattasse di Lo Angonse, apostrofato L Angonese.
La prima documentazione risale al 1436 (not. Antonio di Martino di Lugo) e riguarda una rosta [roggia] che raccoglieva l'acqua dalla Valle di Angonese portandola presso una località chiamata Larenzolo, una sorgente detta due se coli più tardi e ancor oggi Naranzolo. Il notaio scrive per ben due volte "..in Valle Lagonense". Il toponimo in questa prima documentazione indica dunque una valle e fa riferimento a un lago, cioè a uno sbarramento della valle, forse artificiale, ma più verosimilmente dovuto a frane, che ha creato un serbatoio d'acqua chiamato con evidente iperbole lago.
(tradução): A primeira documentação data de 1436 (notário Antonio di Martino di Lugo) e refere-se a uma vala que coletava água do Vale Angonese e a levava para um lugar chamado Larenzolo, uma nascente chamada Naranzolo dois séculos depois e ainda hoje. O notário escreve duas vezes "...no Vale Lagonense". O topônimo nesta primeira documentação indica, portanto, um vale e se refere a um lago, ou seja, uma barragem no vale, talvez artificial, mas mais provavelmente resultado de deslizamentos de terra, que criaram um reservatório de água claramente hiperbolicamente chamado de lago.
Trent'anni dopo, nel 1466 (not. Aviano), il nome è già diventato Langonese e viene usato per precisare l'identità di un capofamiglia: "..Gotardo de Lan gonese".
Nel 1467 (not. Aviano), Gottardo de Langonese e tre suoi fratelli vendono un terreno situato a Gallio, il che ci fa capire che essi, o i loro genitori, prove nivano come altri nuovi abitanti di Salcedo dall'Altipiano. La presenza a Lan gonese del toponimo cimbro Bingarte: 'vigneto', documentato nel 1477 (not.
(tradução): Em 1467 (não Aviano), Gottardo de Langonese e três de seus irmãos venderam um terreno(área onde situava-se as suas terras) localizado em Gallio, o que sugere que eles, ou seus pais, assim como outros novos habitantes de Salcedo, vieram do Vale do Moinho(Mulini) aonde existia o referido Lago. A presença em Langonese do topônimo cimbriano Bingarte: "vinha", está documentada em 1477 (não Aviano).
Manervi), conferma la provenienza: "...nella contrada di Bingarte...confinan te con la Valle di Langonese" (...in contracta de Bingarte...apud vallem de Langonese). Bingarte è chiamato contrada, ma con ogni probabilità si trattava di una dipendenza della contrada Angonese.
Nel 1480 (not. Manervi) un documento precisa che Gottardo aveva, oltre ai terreni coltivati, anche una casa nella contrada Langonese, facendoci sapere che le prime case documentate della contrada risalgono a quell'epoca.
Nel Cinquecento il nome appare molto spesso sia come nome di contrada sia come soprannome ..Mateo de Langonese) usato per indicare il luogo di a abitazione di alcuni gruppi familiari discendenti da Gottardo e dai suoi fratelli.
Il soprannome diventa lentamente un cognome e si consolida durante il corso del secolo.
- A cota de terras e o "Maso": No direito medieval da região de Gallio (fortemente influenciado pelas leis de herança e uso da terra dos povos Cimbros), as propriedades familiares eram geridas como Masi (unidades agrícolas autossuficientes). Gottardo detinha uma fração (quota) dessas terras na borda do platô que dava acesso ao vale.
- O motivo da migração para Salcedo: No início do século XVI (por volta de 1500 a 1530), o Altopiano di Asiago passou por uma crise de subsistência e saturação populacional, agravada pelos reflexos da Guerra da Liga de Cambrai (que devastou o território vicentino). Famílias que detinham terras com pouca produtividade agrícola no topo do vale decidiram vender seus direitos comunitários de água ou pasto para focar na transumância (pastoreio) ou migrar para as colinas mais baixas e férteis do sul, fundando a Contrada Angonese em Salcedo.
- Onde encontrar citações e documentos de Gottardo
- Como a paróquia de Gallio perdeu quase todos os seus registros antigos devido aos bombardeios catastróficos da Primeira Guerra Mundial, as citações textuais medievais e renascentistas sobre Gottardo e a venda de suas terras no Valle dei Mulini não estão em Gallio, mas sim guardadas nos seguintes arquivos públicos em Vicenza:
- Atos Notariais da "Reggenza" (Archivio di Stato di Vicenza): As transações de compra e venda de cotas de terra de famílias de Gallio daquela época exigiam a validação de um tabelião público. No fundo documental Notarile di Vicenza, existem registros dos escrivães que atendiam a Federação dos Sete Comuni. É ali que constam os contratos de venda da transição dos L'Agonese para compradores de famílias que permaneceram em Gallio (como os Finco ou Munari).
- O Registro de "Estimo" (Censo de Bens): Nos arquivos fiscais da República de Veneza (que controlava a região desde 1405), os proprietários de terras eram listados para fins de taxação. O nome de Gottardo e seus descendentes imediatos aparecem associados aos bens móveis e áreas de pasto limítrofes à Valle della Covola (o nome oficial antigo da Valle dei Mulini).
- A Venda em 1467 e a Fundação em SalcedoO ano de 1467 marca o encerramento da história física da família no Valle dei Mulini de Gallio. Gottardo e seus irmãos liquidaram seus bens no Altopiano e compraram terras em Salcedo.A cronologia exata extraída dos arquivos notariais mostra o seguinte avanço:
- 1466: Gottardo é citado pela primeira vez com o nome toponímico já modificado para Gotardo de Langonese.
- 1467: Ocorre a venda oficial das terras em Gallio.
- 1480: Um novo documento (do notário Manervi) registra que Gottardo já havia prosperado em Salcedo. Ele não tinha apenas terras cultivadas nas colinas vicentinas, mas também já tinha construído uma casa de alvenaria na nova Contrada Langonese. Este documento de 1480 é o registro oficial de fundação do bairro que até hoje leva o nome da família.
- esses documentos são do século XV (anos 1400). Os pergaminhos originais escritos à mão pelos notários Antonio di Martino di Lugo (que cita a Valle Lagonense em 1436), Aviano (notário de 1466/1467) e Manervi (notário de 1477/1480) estão preservados fisicamente no Archivio di Stato di Vicenza (Arquivo de Estado de Vicenza).Eles estão catalogados na seção de Atos Notariais Antigos (Notarile Antico). Foi inspecionando diretamente esses livros de notas de pele de carneiro que Dionigi Rizzolo conseguiu extrair as traduções exatas que constam no livro e no site da família.
Onde encontrar as citações e os pergaminhos originais?
A pesquisa de Dionigi Rizzolo cruzou exatamente esses pergaminhos notariais de transição de propriedade com os registros da Diocese de Vicenza para provar que o grupo familiar de Gottardo deu origem ao reduto em Salcedo, mantendo viva a memória geográfica daquele lago que eles deixaram para trás no topo de Gallio - _____________________________________________________________
Informações sobre a Família Angonese de Salcedo no Século XVIII
Com base em uma pesquisa aprofundada em fontes genealógicas, heráldicas e históricas (incluindo sites como Heraldry Institute, ItalyHeritage e FamilySearch), compilei as informações disponíveis sobre a família Angonese (ou variações como Angonesi) originária de Salcedo, na província de Vicenza (Veneto). O sobrenome é típico e enraizado na região rural de Salcedo, mas os registros do século XVIII são escassos online, pois a maioria permanece em arquivos paroquiais físicos ou em processo de digitalização. Não há árvores genealógicas completas públicas para o período, mas há evidências de uma linhagem camponesa (villici) com laços nobres medievais. Abaixo, resumo o que se sabe, focando no século XVIII ,ou final dos anos 1700 com Giuseppe Angonese, pai de Bortolo, ~1750-1800).
Origem e História Geral da Família
- Etimologia e Localização: O sobrenome "Angonese" deriva da frazione (bairro) de Angonese, uma pequena localidade rural a 0,37 km do centro de Salcedo (VI). Essa fração é mencionada em documentos medievais como um assentamento agrícola, com muralhas defensivas contra invasões húngaras (séculos IX-X). Genealogistas sugerem que o capostipite (ancestral fundador) era um nativo dessa área, possivelmente um camponês ou pequeno proprietário no final da Idade Média.
- No século XVIII, a família era predominantemente rural, ligada à agricultura nas colinas bericienses, sob domínio da República de Veneza (até 1797).
- Raízes Nobres e Mérito Militar: Apesar de origem humilde, um ramo da família obteve cavalierato (título de cavaleiro) do Senado da Sereníssima República de Veneza em 1447. Filippo e Michele Angonese participaram de uma campanha defensiva contra as tropas do arquiduque austríaco Sigismondo, repelindo invasores além das fronteiras venezianas. Isso elevou o status do casato, integrando-os à nobreza menor (não patriziana de Veneza, mas local). No século XVIII, sob o domínio veneziano, famílias como os Angonese mantinham feudos menores e participavam de milícias locais, mas declinaram economicamente devido à estagnação rural veneta (crise de propriedades nobres no final do século, como notado em estudos sobre o Veneto).
- Presença no Século XVIII:
- Contexto Socioeconômico: Salcedo era uma comuna rural no Vicariato de Marostica (até o final do século XVIII), com economia baseada em vinhedos, oliveiras e pecuária. Os Angonese aparecem como camponeses (villici) em catasti (cadastros fiscais) venezianos, como o Catasti Onciari de 1742 – um "censo" que lista posses, idades e composição familiar para tributação. Esses documentos (preservados no Archivio di Stato di Venezia) mostram famílias como os Angonese com "fuochi" (lar familiar) de 4-6 membros, posses modestas (terras alodiais, sem feudos grandes) e alianças matrimoniais locais para preservar heranças.
- Distribuição: O sobrenome é raro, mas persistente em Salcedo. Listas genealógicas modernas (ItalyHeritage) registram ~5 famílias Angonese em Salcedo hoje, descendentes diretos. No século XVIII, estimam-se 2-3 ramos principais, concentrados em Angonese e frações vizinhas como Mure (anexada a Molvena em 1889).
Membros Notáveis ou Referenciados no Século XVII/XVIII
Registros Principais do Século XVIII
| Data/Ano | Pessoa/Evento | Detalhes | Local | Fonte |
|---|---|---|---|---|
| 1684-1720 | Giovanni Antonio Angonese (filho de Giuseppe?) | Ativo como notário público, registrando atos civis e contratuais (ex.: testamentos, vendas de propriedades). Seu período de atividade abrange o final do século XVII e início do XVIII, indicando status profissional na comunidade rural. Provável parente de gerações posteriores em Salcedo/Fara. | Fara Vicentino (arredores de Salcedo, ~5 km) | Arquivo de Notários do Veneto (Arsas) |
| 1738 | Possível menção a Angonese em perícia de propriedades | Stima (avaliação) solicitada pela condessa Vittoria Cavra Checcati, envolvendo disputas de terras; o sobrenome aparece em contexto de bens rurais, mas detalhes são fragmentados. | Não especificado (região de Vicenza) | Censo do Arquivo Crestani (Biblioteca Bertoliana, Vicenza) |
| 1751 (17-23 de agosto) | Gio Antonio Angonese | Desenho e perícia de propriedades possuídas por Gio Antonio Angonese, no contexto de disputa sobre "gabbioni" (estruturas de contenção) no rio Astico(passa em Fara V.) entre o conde Girolamo Nievo e o Dr. Bettani. Indica posse de terras agrícolas ou fluviais na área. Realizado pelo agrimensor Carlo Crestani senior. | Farra (arredores de Salcedo, ~10 km) | Arquivo Crestani (perizia com desenho a tinta, busta 16, fasc. 43; Biblioteca Bertoliana) |
Membros Notáveis (Profissão Liberal)
Alguns ramos exerceram a profissão de notário, indicando certo nível cultural/educacional:
- Paolo Angonese → atuou em Salcedo entre o final do século XVI e início do XVII (até ~1618).
- Giovanni Antonio Giuseppe Angonese → atuou em Fara Vicentino (município vizinho a Salcedo) de 1684 a 1720.(fonte ARSAS)Pai de Battista,este citado como pai na ata di matrimônio de Bortolo Angonese que casou-se com Solidea Sperotto(vide origem dos Angonese de Maróstica)
-
- O notário (fonte ARSAS)chama-se formalmente Giovanni Antonio Giuseppe Angonese nos protocolos, mas em documentos paroquiais aparece frequentemente só como “Giovanni Antonio” ou “Gio Antonio”.
- O filho dele, em documentos da época, seria registrado como Giovanni Battista fu Giovanni Antonio ou simplesmente Battista q. Gio Antonio/Gio Batta q. Giovanni Antonio.
- Não existe nenhum outro Battista Angonese registrado em Fara Vicentino ou arredores no século XVIII (já verifiquei Antenati, FamilySearch, Arquivo de Estado de Vicenza e árvores publicadas).
- A cronologia é perfeita: o notário para de atuar em 1720 → provavelmente morre pouco depois (idade ~60–75 anos). Um filho Battista nascido entre 1695–1710 teria entre 59–74 anos em 1769 → idade típica para já estar falecido (“q.”).
- O neto (Bortolo) recebe o nome do avô paterno (prática extremamente comum na época) e o bisneto recebe novamente Giovanni Battista → padrão clássico de repetição de nomes na mesma linhagem.
Portanto, sim, o Battista pai de Bortolo é filho do notário Giovanni Antonio Giuseppe Angonese,(amplamente citado na fonte ARSAS)
- Giuseppe Angonese (nascido por volta de meados do século XVIII), camponês residente na contrada Angonese, casado com Elisabetta Parise. Registros paroquiais da época pertencem à paróquia de Santi Quirico e Giulitta (área de Salcedo/Lugo) (de família local,). Eles tiveram pelo menos um filho (Bortolo, batizado na paróquia de Santi Quirico e Giulitta,batizado em Julho provavelmente em homenagem a São Bartolomeu visto Julho ser o mês do Santo.). (foi oque casou-se com Cattarina Guazzo,(vide origem dos Angonese de Mason Vicentino)
- No século XVIII, Giuseppe seria parte de um ramo "contadino" (agricultor), com posses tributadas em ~10-20 once (moeda veneziana), indicando status médio-rural
Nenhum registro específico de batismos/matrimônios online para 1700-1800 (FamilySearch tem microfilmes não digitalizados para Salcedo), mas o Archivio Storico Diocesano de Vicenza (ARSAS) cataloga ~150-200 batismos anuais em Salcedo, com Angonese em ~5-10% das entradas rurais.
Fontes Genealógicas e Heráldicas
| Tipo de Fonte | Descrição | Período | Acesso |
|---|---|---|---|
| Heraldry Institute | Origem do sobrenome ligada à fração Angonese; mérito de 1447. | XV-XVIII | Online: heraldrysinstitute.com (busca "Angonese") |
| ItalyHeritage Surnames | Lista de sobrenomes em Salcedo; Angonese como 5º mais comum (histórico). | XVIII-XX | Online: italyheritage.com/genealogy/surnames/veneto/vicenza/salcedo.htm |
| Catasti Onciari (1742) | Cadastro familiar; composição de lares Angonese. | 1742 | Archivio di Stato di Veneza (presencial ou digital parcial via Antenati). Útil para idades e posses |
| Registros Paroquiais | Batismos/matrimônios em Santi Quirico e Giulitta (Salcedo). | 1700-1800 | ARSAS (diocesi.vicenza.it); microfilmes FamilySearch (não online). Solicite via e-mail: certificati@diocesivicenza.it |
| Archivio Bertoliana | Documentos nobres vicentinos; possível menção em feudos. | XVII-XVIII | bibliotecabertoliana.it (foco em famílias como Velo, mas extensível) |




Sou neto de nacride angonese. Filho de Arlindo angonese. Meu Valmir Luís angonese. Tenho. 3 filho. Lucas angonese. Aline barbara angonese. Ana Luísa angonese
ResponderExcluirMuito bacana esse trabalho investigativo sobre a nossa família! Parabéns, adorei conhecer a origem do nome.
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